Quem nunca recebeu um e-mail alertando sobre um possível novo golpe de bandidos? Ou quem nunca viu uma publicação nas redes sociais em que o autor jurava que cada curtida seria convertida em dinheiro para um tratamento? Essas são algumas das fake news clássicas da internet.

Nos últimos anos, entretanto, elas se tornaram mais complexas. Elas aparecem na forma de vídeos, áudios e até “matérias” em sites e blogs. O resultado é que muita gente acaba acreditando e a disseminação é favorecida por recursos como o WhatsApp.

O tema ganhou projeção mundial por causa da política nos últimos anos, mas não há nada de novo sobre ele. O compartilhamento de informações falsas existe desde a Grécia antiga. Na Idade Média, a ação ganhou força, como com os boatos quanto a bruxas e maldições.

Para navegar nesse cenário, veja como identificar as fake news e entenda como lidar com essas mentiras!

Vá além do título

título fake news

Na era digital, é preciso chamar a atenção do leitor para conseguir o clique. Isso faz com que até veículos idôneos, como grandes jornais, usem um artifício conhecido como “clickbait”. Trata-se da criação de um título apelativo e que, muitas vezes, deixa dúvidas sobre a interpretação.

Para não correr o risco de propagar mentiras ou notícias distorcidas, sempre vá além do título. Abra a matéria, leia o que está escrito e veja se o tópico inicial tem a ver com a sua interpretação. Assim, não corre o risco de ser enganado pela manchete.

Verifique a fonte das fake news

fake news fontes

Outro ponto essencial é conhecer a origem da informação. Se você recebeu aquela “bomba” pelo WhatsApp, desconfie antes de acreditar. Se não for possível achar o fato em um site reconhecido, é provável que seja mentira.

Também não é porque a notícia tem um link que ela é verdadeira. Hoje, há redes coordenadas de sites que parecem informativos, mas que, na verdade, criam fatos e mentiras. Novamente, o dado deve aparecer em, pelo menos, uma fonte de reconhecimento, como jornais de circulação nacional e portais de conteúdo.

Use o seu senso crítico

fato ou fake

Acima de tudo, a melhor arma para detectar as fake news e combatê-las é por meio do seu senso crítico. Textos jornalísticos não aparecem com termos apelativos como “veja isso”, “chocante”, “o que eles não querem que você saiba” e assim por diante.

Em produções sérias, especialistas são nomeados e é possível comprovar datas, locais e fator, como por meio de documentos. Por outro lado, textos vagos com “dizem por aí”, “boatos afirmam” e outros não são válidos — a menos que haja um trabalho de apuração por parte do jornalista com informantes confiáveis.

Uma notícia pode ter vários lados, então não acredite em apenas uma versão. Busque outras fontes e posicionamentos para conseguir distinguir as mentiras do que é verdadeiro. E lembre-se: não é porque você não concorda com o fato que se trata de uma falácia.

Tome cuidado com o compartilhamento

Se, mesmo depois de fazer tudo isso, ainda tiver dúvidas sobre algumas notícias, o melhor é não realizar o compartilhamento. Sem a certeza da verdade, você corre o risco de espalhar inverdades por aí.

Além de prejudicar a comunicação, criar ideias erradas e até atrapalhar o cotidiano das pessoas, é algo que pode ter consequências graves. Na Índia, por exemplo, o WhatsApp teve que limitar a circulação de mensagens após uma onda de linchamentos devido a alertas falsos.

Entenda que a decisão pode ter consequências graves e incontroláveis, então, tenha cuidado ao consumir e transmitir os fatos.

Nem todas as notícias são fake news — e vice-versa. Para não acreditar em mentiras, analise todo o conteúdo antes de realizar o compartilhamento. Assim, você garante o compromisso com a verdade e com a informação!

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